Teoria da Contigência

A Teoria da Contingência busca demonstrar as relações entre variáveis independentes, ou seja, aquelas que não estão sob o controle da organização (são elas denominadas contingências, termo utilizado pela metodologia estudada) e as variáveis dependentes, que são aquelas que são estruturadas pela empresa. Tal teoria tem como foco de análise como as características organizacionais de uma instituição interagem entre si e como as mesmas se relacionam com o ambiente, uma vez que neste ambiente insere-se a empresa, isto é, é um contexto no qual a empresa (sistema aberto) faz parte. Portanto, tudo o que acontece no ambiente no qual a organização está inserida passa a influenciar em como esta se estrutura e se organiza frente a essas mudanças e assim, conseqüentemente, alcançar de forma eficiente e eficaz os objetivos e metas traçados pela própria empresa.
Assim como o ambiente, outra contingência extremamente influente nas características organizacionais da empresa é a tecnologia. Qualquer empresa que queira se manter competitiva ou ao menos queira sobreviver no mercado depende da tecnologia para conseguir continuar presente, funcionando e atingindo suas metas, portanto, a tecnologia é outra variável independente (contingência) que age diretamente na forma em que empresas se estruturam organizacionalmente.
Além das contingências citadas acima, temos também o tamanho da empresa (isto é, seu crescimento), a estratégia e a forma como o poder é utilizado (escolha estratégica), que dependem fortemente das condições externas, ou seja, recebem influência constante de como o mercado “se desenha” para que os mesmos sigam diretrizes que vão ao encontro das necessidades que o mercado, de certa forma, impõe a organização.
Na Teoria Contingencial não há uma verdade absoluta nos princípios de administração ou apenas uma e melhor maneira de estruturar e organizar empresas, ou seja, não existem universalismos, tudo é relativo, dependendo dos contextos em que as empresas estão inseridas, existem maneiras mais eficientes, sendo que a cada tipo de organização se “encaixa” melhor uma forma de estruturação e organização tanto frente a contingências internas como externas. Havendo relações funcionais de interdependência entre as variáveis contingenciais e aquelas que estão sob domínio da empresa, sendo que a cada tipo de organização e contexto no qual a mesma está inserida se enquadram melhores formas de estruturação e organização. Tanto o ambiente quanto a tecnologia, assim como o tamanho e a estratégia impõe desafios externos e internos á organização, cabendo a esta escolher a técnica administrativa mais apropriada para alcançar seus objetivos e metas de forma eficaz e eficiente.


Bibliografia

http://www.administradores.com.br/artigos/teoria_da_contigencia/26432/

Contribuição do Grupo 8 para a discussão

Caso Lula x Roger Agnelli (Vale)

“Segundo Chiavenato (1997), ambiente é tudo aquilo que envolve externamente uma organização (ou um sistema). É o contexto no qual uma organização esta inserida. Como a organização é um sistema aberto ela mantém transações e intercâmbio com o seu ambiente. Isso faz com que tudo que ocorre externamente no ambiente passe a influenciar internamente o que ocorre na organização. Como o ambiente é vasto e complexo, ele pode ser analisado em dois segmentos: o ambiente geral e o ambiente de tarefa.”

(http://www.ufms.br/dea/oficial/HTM/artigos/administra%E7%E3o/Pol%EDtica%20de%20Neg%F3cios%20e%20Economia%20de%20Empresas/contingencial.pdf)

A Teoria de Contingência salienta que as características das organizações são variáveis dependentes do ambiente e da tecnologia.
No contexto de Marketing, alguns tipos de ambientes podem ser identificados: ambiente demográfico, ambiente econômico, ambiente natural, ambiente tecnológico, ambiente político-legal e sócio-cultural.

Passemos agora para visualizar alguns casos que mostram como grandes empresas tiveram que lidar com algumas contingências.

Ambiente político-legal
Os comentários feitos nos últimos meses pelo Presidente Lula em relação à gestão da Companhia Vale do Rio Doce “por causa de demissões e do que o presidente considera timidez excessiva nos investimentos até a negociação que Eike Batista empreende neste momento para tentar comprar a fatia do Bradesco na empresa” são exemplos de contingências político-legais em uma organização.
Os comentários tiveram impacto na situação de Roger Agnelli, presidente da Vale. Tanto a empresa quanto o governo federal tiveram que lidar com essas contingências de alguma maneira.
(http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/economia/lula-agnelli/)

Pode-se ver essa notícia por outro ponto de vista também! O fato de o governo federal controlar parte da Vale indica que a estrutura da empresa não é tão orgânica quanto outras empresas de capital totalmente privado. É o caso, ou seja, a interferência do presidente Lula enferruja a tomada de decisão da Vale e esta pode tomar mais tempo para reagir a contingências.
O presidente comentou que a Vale estava "apostando" contra o próprio país, principalmente devido à aquisições como a da mineradora canadense, Inco. Lidar com a interferência governamental interfere na estrutura da empresa, que, então tornasse um pouco mais mecânica.

Deixamos agora para a classe trazer mais exemplos de contingências nas empresas!

Marcelo Kapel, Rafael Adegas e Thais Cascello




Slides utilizados em aula