Contribuição do Grupo 8 para o tema
Como nos já foi dito em sala de aula, o tema globalização é transversal a todos os outros temas estudados até então. Para melhor compreensão do assunto, meu grupo elaborou um texto, sumarizando o Capítulo 13 de Clegg, um artigo encontrado no site http://www.administradores.com.br/artigos/ e outro artigo pertinente da página http://www.fontedosaber.com/administracao/.
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Os desafios da administração em termos de diversidade das organizações e complexidade do ambiente em que operam, forças ajudam a complicar o panorama com que se defrontam os administradores.

O mundo em que vivemos, é mutável e turbulento. Drucker utilizava a expressão “era de descontinuidade” para representar um mundo onde a mudança não se faz por etapas sucessivas e lógicas.


Naisbitt preocupou-se em definir as magatendências (grandes mudanças). Todas essas transações provocam profundos impactos na vida de uma empresa. O sucesso das organizações dependerá da sua capacidade de ler e interpretar a realidade externa.
O administrador precisa hoje em dia estar perfeitamente informado a respeito de forças e variáveis como a globalização e a competitividade, o desenvolvimento tecnológico e da informação.

Existe uma nova ordem mundial. A globalização da economia está derrubando fronteiras, ultrapassando diferentes línguas e costumes e criando novo mundo inteiramente novo e diferente. As fronteiras dos negócios no mundo estão desaparecendo rapidamente. Os líderes governamentais tornam-se preocupados com a competitividade econômica de suas nações, enquanto os líderes das grandes organizações se voltam para competitividade organizacional em uma economia globalizada.

O mundo da globalização oferece, de um lado oportunidades inéditas de prosperidade
econômica e por outro lado é extremamente exigente no preparo dos outros países para usufruir das novas oportunidades.Para ilustrar essa situação, pode-se destacar três aspectos observados no livro-texto de Clegg:

· A integração econômica mundial não é tão integrada porque ativamente exclui as nações historicamente periféricas;
· 2,8 bilhões de pessoas vivem com menos que $2 por dia e outros 1,2 bilhões de pessoas vivem com menos e $1 por dia;
· O distanciamento entre as nações mais ricas do mundo e as nações mais pobres do mundo está crescendo;

Na globalização, as relações econômicas superam os controles e barreiras dos países, numa incessante tentativa de produzir melhor a um custo menor em todo mundo. É evidente que a globalização da economia favorece os países mais desenvolvidos, pois estes possuem melhor tecnologia, maiores recursos e estabilidade econômica permanente, sendo sua capacidade de produzir em larga escala, por um preço mais reduzido, superior à dos países emergentes.

Enquanto a globalização da economia impõem um aumento de produtividade real, por outro lado, dificulta a luta de inúmeros segmentos por uma melhoria de competitividade, ao desnível de seu potencial produtivo, onerando por defasagem cambial, juros mais elevados e carga tributária cumulativa incidente sobre apenas os produtos nacionais e não sobre estrangeiros.


Assim, a globalização da economia é melhor para países desenvolvidos, que podem aproveitá-la com maiores benefícios, do que para os países emergentes. Os Estados Unidos e o Japão praticam um protecionismo sofisticado por meio de sobretaxas e controle de qualidade, são maiores beneficiários da globalização. A globalização é fundamental mas, com cautela necessárias, o maior desafio atual é criar um sistema de maximizar o crescimento global, que seja mais eqüitativo e capaz de integrar as potências econômicas emergentes.

O novo papel da pequenas empresas torna-se vital nesse novo contexto. Faz-se necessário desenvolver canais de acesso das micros e pequenas empresas ao mercado global.

A globalização está criando uma situação para que o administrador tenha condições de capacitação profissional e mobilização pessoal para desempenhar suas atividades em mundo de negócios que exigem dela a compreensão de outras culturas.

O processo de globalização passa por 4 estágios:


1. Estágio doméstico: O mercado potencial é limitado pelo mercado nacional, com todas as instalações de produção de marketing localizada no país.
2. Estágio internacional: As exportações aumentam, e a empresa geralmente adota uma abordagem multi doméstica , quase sempre utilizando uma divisão específica para lidar com o marketing em vários países individualmente.
3. Estágio multinacional: A empresa tem instalações de produção de marketing localizada em vários países, com mais de um terço de suas vendas fora do país.
4. Estágio global: São as corporações internacionais que ultrapassam a centralização em um determinado país.

Passa-se agora para uma questão mais micro: quais os meios de internacionalizar as organizações? Primeiramente, coloca-se que todas as organizações têm uma variedade de meios para se envolver em negócios internacionais. Uma deles é buscar fontes de suprimento em outros países, chamado de outsourcing. Outro é desenvolver mercados para seus produtos acabados em outros países, o que envolve exportação, licenciamento e investimentos indiretos. São as chamadas estratégias de entrada em mercados, porque representam meios alternativos para vender produtos e serviços em mercados estrangeiro. Detalha-se:

· Fontes externas: O chamado outsourcing significa o engajamento em uma divisão de trabalho internacional de modo que a manufatura possa ser feita em outros países com as mais baratas fontes de trabalho de fornecimento.

· Exportação: A organização pode manter suas instalações de produção dentro da nação de origem e transferir seus produtos para venda em países estrangeiros.

· Licenciamento: Através do licenciamento, a organização( o licenciador) em um país torna certos recursos disponíveis em outro países( o licenciado) . Esses recursos requerem tecnologia, habilidades administrativas, e direitos de patentes e de cópia, que permitem que ao licenciado a produzir e comercializar um produto similar àquele que o licenciador produz. A franquia( franchising) é uma forma de licenciamento em que franqueador proporciona franquias com um completo pacote de serviços e materiais que incluem equipamentos, produtos, ingredientes, marca e direitos sobre a marca, assessoria administrativa e sistemas padronizados de operação.

· Investimento Direto: representa um investimento direto em instalações de manufatura em outro país em alto nível de envolvimento no comércio internacional. O investimento indireto significa que a organização está envolvida em administrar diretamente os ativos produtivos em outra nação. Tipo comum de investimento direto é o engajamento em alianças e parcerias estratégicas, como o empreendimento conjunto (join venture). Nele a organização compartilha custos e riscos com outra organização, geralmente no país hospedeiro, para desenvolver novos produtos, construir uma nova instalação manufatureira ou estabelecer uma rede de vendas e distribuição.
Com cada vez mais organizações se internacionalizando, o tamanho e volume dos negócios internacionais vão ficando tão grandes que se torna difícil compreendê-los em sua extensão. As organizações multinacionais ou transacionais podem movimentar verdadeiras riquezas de ativos de um país para outro e influenciar economias nacionais, suas políticas e culturas.

Frente à nova realidade dos negócios globais, as organizações precisam modernizar-se não apenas nos seus aspectos organizacionais e tecnológicos, mas, sobretudo nos aspectos relacionados com cultura e mentalidade, para poder melhorar seu desempenho em nível mundial.

Tudo que foi colocado até então, aplica-se a todas as organizações. O grupo, portanto, achou interessante fazer uma síntese do tema acerca das organizações brasileiras, a qual conta a seguir.


A globalização e as organizações brasileiras

O processo de globalização fez com que o ambiente das organizações sofresse grandes mudanças numa velocidade nunca vista antes na história da humanidade, e que até os dias atuais não foi totalmente compreendido.

Até o final dos anos 80, as empresas brasileiras contavam com um mercado protecionista, tinham poucos concorrentes e não investiam muito em inovação e, com isso, seus parques industriais estavam cada vez mais ultrapassados. No início dos anos 90, a globalização passou a ser realidade nas empresas brasileiras a partir da abertura do mercado nacional para investimento de outros países, além da estabilização econômica e implantação do plano Real.

As nossas empresas precisavam estar preparadas para a globalização, que era inevitável, e para isso, deveriam atender os consumidores internos e externos com produtos e serviços de qualidade, tendo em vista que os produtos estrangeiros contavam com uma tecnologia mais avançada que os nacionais e eram mais baratos.

Inicialmente as empresas tiveram que avaliar e mudar a estrutura organizacional de modo a se adaptarem ao novo processo que se iniciara. A cultura organizacional destas empresas também foi profundamente afetada, tendo em vista que todos que participavam da organização tiveram que romper com conceitos antigos e se voltarem para a atualidade, onde a quantidade de informações e a rapidez nas mudanças é cada vez maior.

Depois de uma reestruturação no ambiente organizacional, as empresas passaram a ter como foco principal a satisfação do cliente, que se tornou mais exigente por produtos e serviços de qualidade. Para isto, a formação do profissional para atender este cliente se tornou mais evidente, aumentando os investimentos na área de recursos humanos, que visavam o treinamento especializado, de modo a preparar o profissional de acordo com as tendências do mercado. O que vemos hoje é o aumento de universidades corporativas nas empresas, que treinam seus funcionários para as diversas áreas da organização, oferecendo cursos de graduação, pós-graduação e até mestrado, de modo a obter a eficiência máxima deste empregado, além de o reter para a organização.

As empresas investiram também na modernização de seus parques industriais, utilizando-se de robôs, máquinas e equipamentos tecnológicos atuais, visando reduzirem custos, produzirem com qualidade e máxima eficiência.
O resultado é que a maioria das grandes empresas nacionais se tornou forte e competitiva, alcançando novos mercados e se tornando sólidas suficientemente para lidar com as eventuais crises que possam ocorrer no cenário global.

Por Marcelo Kapel, Rafael Adegas e Thais Cascello.