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Comunicação Organizacional
Managing Communications

Introduzimos nosso capítulo com a seguinte reflexão:
Imaginem como seria o mundo se não houvesse comunicação entre seus habitantes. Quais recursos ou instrumentos você utilizaria para transmitir ao outro suas mensagens, idéias, desejos e angústias, de uma maneira clara e compreensível?

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É simplesmente impossível tentar imaginar uma convivência pacífica entre indivíduos sem considerarmos o ato de se comunicar. Dentro das organizações, a comunicação também está relacionada de maneira crucial ao seu desenvolvimento.
Uma organização é composta de diversos indivíduos que possuem não apenas o poder, como também, a necessidade de se comunicar. Iremos analisar de maneira mais profunda nas próximas postagens de que maneira uma comunicação eficaz pode ajudar na gestão de uma organização, bem como as possíveis conseqüências deste ato.
Para que vocês fiquem um pouco mais por dentro dos problemas gerados por uma comunicação ineficiente dentro das organizações enquanto aguardam nossas próximas postagens, sugerimos que assistam o trecho colocado a seguir do filme “Fun with Dick and Jane”. No episódio, Dick, interpretado por Jim Carrey, passa por uma situação extremamente embaraçosa causada pela falta de comunicação dentro da empresa em que trabalha como vice-presidente de comunicação.

http://www.youtube.com/watch?v=_PvZjVnnTnk&feature=related


Divirtam-se e fiquem a vontade para comentários e sugestões!

Até a próxima postagem,
Fernanda Jaquetto, Fabiana Lang, Clara Verdier e Isabella Bara

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Caras colegas,

Achamos muito interssante começar o tópico usando o trecho de um filme como exemplo de falha de comunicação empresarial. No entanto, como nunca vimos esse filme, temos uma dúvida: a situação embaraçosa ocorreu pois o entrevistado, Dick, não sabia do que se tratariam as perguntas e que seu entrevistador não estaria no mesmo ambiente que ele OU por que Dick, como vice-presidente de comunicação da Globodyne não sabia o que estava acontecendo a respeito de seus acionistas?

Aprofundando nessa situação de falha de comunicação, o que vocês apontariam como conseqüências negativas de má comunicação empresarial? O que pode ser feito para evitar essas falhas?

Beijos

Alcides Braga, Beatriz Lima, Guili Moser e Joaa Giosa

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Alcides, Beatriz, Guili e Joana: agradecemos a colaboração!

Esclarecendo a dúvida do grupo, o entrevistado Dick Harper não sabia responder as perguntas feitas pelo apresentador, pois as decisões tomadas pelo acionista principal não foram comunicadas ao restante da empresa. Dick não sabia que havia ocorrido a venda das ações e por isso, quando perguntado o motivo de tal acontecimento, ficou extremamente chocado e não soube lidar de forma apropriada com a situação. A falta de estrutura para lidar com certos problemas organizacionais pode ser apontada como uma das conseqüências negativas da má comunicação empresarial. Além disso, podemos destacar:

· Perda de lucratividade através de descontos dados de maneira irracional e sem cálculos;
· Prejuízos originados pelo preço de venda abaixo do calculado pela área do planejamento;
· Gatos desnecessários e excesso de matéria-prima pela compra sem consultar a programação de produção;
· Ações irracionais como gastos ou retiradas sem conhecimento da situação da área financeira;
· Falta do alinhamento profissional com a missão da empresa;
· Sentimento de desvalorização do trabalho por parte dos funcionários que não compartilham as decisões da empresa;
· Criação de conflitos e atritos internos gerados pela falta de comunicação entre os funcionários;
· Ações contraditórias pela falta de conhecimento generalizado entre os funcionários a respeito das ações da empresa;

Para que seja mais fácil perceber as consequências negativas que a má comunicação pode gerar nos funcionários, sugerimos que leiam o texto a seguir extraido do site http://comunicacaoempresarialjor.wordpress.com/2008/09/16/situacoes-criticas-geradas-pela-falta-de-comunicacao-e-dialogo/:

A – Ouvi dizer que a lista de demissão sai essa semana…
B – Demissão ? Mas como demissão! Soube que foram fechados contratos de exportação para a Argentina, Chile e Venezuela. Além do mais, após as demissões do início do ano, já estamos com a estrutura super-enxuta e uma substancial sobrecarga de trabalho.
A – É meu amigo, você tem razão, mas a lógica da direção é diferente da nossa.
B – Pensei que a notícia da semana fosse o lançamento nacional de um novo produto, que dizem que nossa companhia vai representar, decorrente de uma joint-venture com uma corporação européia…
A – Eu li alguma coisa a respeito no jornal, mas aqui na empresa nada nos foi comunicado até o momento.
B – O Ferreira me disse que, apesar do contexto recessivo, a situação financeira da companhia nunca esteve tão boa.
A – Pode até ser… no entanto, pelos meus indicadores de produtividade nunca tivemos índices tão baixos. Além disso, nosso principal fornecedor tem ligado diariamente querendo informações sobre nossa planilha de produção para o segundo semestre. Eu não posso informar nada. Se eu não tenho informação sobre o que acontece essa semana, imagina para o próximo semestre!
B – É… a situação está complicada. Mas não vamos ficar conjeturando. Vamos fazer o que deve ser feito e pronto. Vamos trabalhar!
A – Sim vamos trabalhar, só que a desmotivação no departamento é maior do que a minha capacidade gerencial. Como posso motivar pessoas e equipes sem informações claras e objetivas sobre a empresa, seus planos, objetivos e metas ?

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Já foram destacadas acima as conseqüências negativas da má comunicação, na tentativa de esclarecer algumas dúvidas apresentadas. Porém, é preciso detalhar um pouco mais a importância da comunicação interna numa organização, o que será feito a seguir.

Grupo: Fernanda Jaquetto, Fabiana Lang, Clara Verdier, Isabella Bara

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DEFINIÇÃO: Comunicação interna nas organizações envolve todas as interações, os processos de trocas e os relacionamentos dentro de uma empresa. É responsável por fazer circular as informações, o conhecimento, não só verticalmente quando a comunicação é feita da direção para os demais níveis subordinados, mas também horizontalmente, entre os empregados de mesmo nível de subordinação.

Grupo: Fernanda Jaquetto, Fabiana Lang, Clara Verdier, Isabella Bara

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A busca da valorização da comunicação interna deve ser vista como uma estratégia básica de uma empresa que deseja a efetividade de sua organização. Mas por que uma empresa só será eficiente se houver uma comunicação adequada?
Isso acontece, pois em primeiro lugar é preciso ressaltar que empregados são parceiros, dependem um dos outros e quanto mais bem informados estiverem, mais envolvidos com aquela empresa, sua missão e seu negócio, eles estarão. A comunicação interna amplia a visão do empregado, permitindo que decisões sejam tomadas levando em conta as conseqüências gerais que podem acarretar na empresa, e não só visando e desempenho de apenas uma área.
Em segundo lugar deve-se ressaltar a importância dos empregados, que são os melhores porta-vozes da instituição em que trabalham, pois podem expressar com mais autenticidade do que outros públicos, os valores positivos ou negativos da cultura organizacional. Sua fala tem mais credibilidade pois são eles que vivem dentro da organização, por isso é importante mantê-los bem informados a fim de evitar prejuízos decorrentes de uma divulgação errônea da empresa.
Por ultimo, como toda organização está inserida num mercado altamente competitivo, a comunicação interna tem uma função importante, no sentido de fazer circular as informações novas, promover o debate e a interação entre os vários segmentos da organização e, sobretudo, capacitar os funcionários para os novos desafios.
Por esses motivos o processo de comunicação interna precisa ser valorizado, lembrando que comunicar é mais do que informar, e que neste processo, todos os empregados possuem seu valor e atuam de forma a tornar uma organização bem informada ou não. Enfim, uma boa comunicação interna depende de todos nós!

Grupo: Fernanda Jaquetto, Fabiana Lang, Clara Verdier, Isabella Bara

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Grupo 11: Italo, Marcelo de Sa, Julio, Luiz


Caras colegas de comunicação,

como foi discutido na aula de comunicação e na atividade monitorada referente a este capítulo, o tema de nosso grupo (sensemaking ) vai diretamente ao encontro do tema de vocês! Sensemaking se resume basicamente a "dar sentido" ou "tornar comum", fazer com que as pessoas a sua volta (funcionários, gerentes, diretores) compreendam a mensagem que esta sendo passada, principalmente em relação a estratégia. Para conseguir criar esse senso comum e alinhamento entre os componentes da organização a comunicação é indispensável! O caso apresentado em aula a respeito disto evidenciou que se a comunicação fosse mais clara evitaria problemas e os benefícios atrelados à decisão tomada seriam percebidos pela organização e aceitos de forma mais fácil. Por fim, com a comunicação efetiva, feita através de diferentes meios, consegue alinhar estratégia com o trabalho cotidiano das pessoas.

Antes de postar mais exemplos e teoria que relaciona nossos dois temas, gostaria de saber de vocês, o quanto acreditam que este relação é realmente verdadeira e indispensável para o sucesso do alinhamento interno de diferentes organizações??
_FIM_

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Contribuição do Grupo 8

Concordamos com a relação estabelecida pelo grupo 11.
A relação entre sensemaking e comunicação é muito clara e forte.
No processo de sensemaking, o que seria do sensegiving sem uma comunicação efetiva?


A função do sensegiving é influenciar os colaboradores e stakeholders da organização através de da comunicação vertical, em que os responsáveis pela cognição, principalmente da estratégia da empresa, tentam criar um alinhamento entre todos os envolvidos.
Após o processo de sensemaking, que unifica as idéias e os objetivos da empresa, a comunicação é responsável por incorporar todos a essas idéias.

Por Marcelo Kapel, Rafael Adegas e Thais Cascello.

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Colaboração do grupo 9 (Bárbara, Camila, Guilherme e Lara)

Segundo o grupo 11, "...evidenciou que se a comunicação fosse mais clara evitaria problemas e os benefícios atrelados à decisão tomada seriam percebidos pela organização e aceitos de forma mais fácil. Por fim, com a comunicação efetiva, feita através de diferentes meios, consegue alinhar estratégia com o trabalho cotidiano das pessoas".
Relacionando o tema comunicação com o caso atual da faculdade UNIBAN que foi alvo da mídia devido à decisão de expulsar a aluna, podemos concluir que se a comunicação dentro da diretoria tivesse sido efetiva, mais clara e feita por meio de diversas opiniões, não teria manchado o nome da instituição e diminuido sua credibilidade ao revogar a decisão de tal expulsão.
A falta de diálogo entre a ala da diretoria foi clara, uma vez que já deviam supor que tal caso seria alvo de sérias críticas e fere com a imagem da instituição, por mais que a aluna não tenha se comportado de acordo com os padrões e normas adequadas para convívio numa instituição de ensino.

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Na aula de comunicação foi muito discutido assuntos relevantes também na matéria de organizações. Além de ser indispensável possuir uma boa comunicação interna, é preciso uma boa comunicação coorporativa de forma geral e saber lidar com a comunicação em ambientes de negócio.

Comunicação coorporativa:Uma Comunicação Corporativa eficiente pode mudar o rumo de uma empresa. Não basta ter um bom produto ou serviço. É necessário saber comunicar isto ao mercado.Uma boa Estratégia de Comunicação Corporativa pode, externamente, ajudar a posicionar a empresa junto aos seus potenciais clientes e, internamente, motivar os próprios colaboradores a uma ação mais produtiva Pode ajudar a construir a reputação de uma empresa; a posicionar a “marca” na mente do consumidor; ajuda a agregar valor ao produto e ao negócio; ajuda a oferecer informações da empresa ao mercado e gera atitude favorável dos diversos segmentos de público para as iniciativas da empresa.

Comunicação em ambientes de negócio: É importante ter confiança na marca e no produto, saber reconhecer e adaptar-se ao ambiente, saber o que o público quer e gerar respostas rápidas. Quando surgem novos problemas não se pode pressumir que irão embora sem que medidas efitivas sejam tomadas, dessa forma manter comunicação alinhada a estratégia da empresa ajuda que respostas rápidas sejam tomadas.
Grupo: Fernanda Jaquetto, Fabiana Lang, Clara Verdier, Isabella Bara

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No comentário postado acima, é ressaltado a importância de ter manter uma comunicação alinhada à estratégia da empresa. Quando a estratégia da empresa não condiz com a imagem que o público tem da sua organização ocorre uma lacuna entre imagem e cultura.
Para exemplificar melhor podemos citar o caso da Enron, empresa fundada em 1985, chegando a ser a sétima maior empresa norte-americana. É um caso de fraude extremamente complexo. Muitos dizem que isso ocorreu devido ao fato de, em 1992, Jeff Skilling, então presidente das operações comerciais da Enron, ter convencido fiscais federais a permitirem que a Enron usasse um método contábil que permitiu que aumentar os números do seu real rendimento manipulando projeções para rendimentos futuros.
O uso desta técnica (bem como outras práticas questionáveis da Enron) criou dificuldades para que o mercado visse como a Enron realmente fazia dinheiro, passando uma imagem errada sobre a saúde da empresa.
Porém, quando a indústria de comunicação à distância sofreu seu primeiro impacto negativo nos negócios, a Enron foi afetada, o que levou analistas financeiros a tentar descobrir a fonte do dinheiro da Enron. Foi o início do processo de sua queda, suas ações começaram a declinar rapidamente levando Jeff Skilling, em 14 de agosto de 2001, a demitir-se por "assuntos de família". Este foi um caso que chocou tanto a indústria quanto os empregados da Enron, e teve grande repercussão na mídia.


Grupo: Fernanda Jaquetto, Fabiana Lang, Clara Verdier, Isabella Bara

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Outro caso que pode ser citado referente a divergências na comunicação, porém agora entre VISÃO E CULTURA, é o CASO DA SONY discutido em classe. No caso a gestão apresenta uma proposta de centralização na Europa, porém os country managers apresentam resistência a essa proposta pois houve uma falha na comunicação dentro da empresa.

Grupo: Fernanda Jaquetto, Fabiana Lang, Clara Verdier, Isabella Bara